Anvisa autoriza novo medicamento que pode retardar o desenvolvimento do diabetes tipo 1

Publicado em 10/03/2026 por Rádio Norte FM

Saúde

Novo tratamento aprovado pela Anvisa pode retardar a progressão do diabetes tipo 1 em pacientes com sinais iniciais da doença e abre novas perspectivas para crianças e adolescentes com risco elevado.

Fonte: Provention Bio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento que pode contribuir para adiar o aparecimento do diabetes tipo 1.

O medicamento, denominado Tzield® (teplizumabe), é destinado a pacientes a partir de oito anos de idade que já apresentam sinais iniciais da doença, mas que ainda não desenvolveram completamente o diabetes tipo 1.

O diabetes tipo 1 é uma enfermidade autoimune em que o próprio sistema imunológico do organismo passa a atacar as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.

Sem esse hormônio, a glicose se acumula na corrente sanguínea, podendo provocar diversas complicações ao longo do tempo.

O novo medicamento atua modulando a resposta do sistema imunológico, com a finalidade de retardar a destruição dessas células produtoras de insulina.

Na prática, o tratamento pode postergar o momento em que o paciente precisará iniciar o tratamento completo com insulina, fase conhecida como estágio três da doença.

De acordo com especialistas, a possibilidade de atrasar o início do diabetes tipo 1 pode trazer benefícios importantes, principalmente para crianças e adolescentes que apresentam maior risco de desenvolver a doença.

Isso ocorre porque o controle da glicemia nem sempre é simples, mesmo com tratamento adequado, e níveis elevados de açúcar no sangue por períodos prolongados podem resultar em complicações cardíacas, renais e oculares.

Além do medicamento voltado ao diabetes, a Anvisa também aprovou outros dois produtos biológicos:

  • Datroway®, indicado para determinados casos de câncer de mama avançado;

  • Andembry® (garadacimabe), utilizado na prevenção de crises de angioedema hereditário, uma doença genética rara que provoca episódios intensos de inchaço em diferentes partes do corpo.

No caso do medicamento destinado ao angioedema hereditário, estudos apontam que o tratamento pode reduzir em mais de oitenta por cento a frequência das crises em pacientes diagnosticados com a doença.

Mesmo após a aprovação pela Anvisa, os produtos ainda precisam passar por etapas adicionais, como a definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), antes de serem disponibilizados no mercado brasileiro.