Paraná Renova Bancada e Elege Filipe Barros e Deltan Dallagnol para o Senado

Publicado em 05/10/2026 por Rádio Norte FM

Política

Fonte: Redes Sociais
Nas Eleições Gerais de 2026, os eleitores do Paraná definiram a renovação completa de suas duas cadeiras em disputa para o Senado Federal. Com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (NOVO) foram os mais votados e garantiram as vagas para um mandato de oito anos, que se estenderá de 2027 a 2035.
Os novos eleitos vão substituir os atuais senadores Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB), que decidiram não concorrer à reeleição neste pleito.
No balanço geral do estado, o comparecimento às urnas alcançou 8.519.939 eleitores (99,07% do total do eleitorado). Foram contabilizados 1.058.678 votos em branco (7,75%) e 1.047.719 votos nulos (7,67%).
Quem são os novos senadores do Paraná
  • Filipe Barros (PL): Natural de Londrina, o advogado de 35 anos assume o posto de senador mais jovem da história do Paraná. Barros iniciou sua trajetória pública como vereador em sua cidade natal e exerceu o mandato de deputado federal pelo estado por duas legislaturas consecutivas (eleito em 2018 e 2022). Seus suplentes na chapa são Paulo Henrique Carrano Santos e Sergio Roberto Domingues, ambos também filiados ao PL.
  • Deltan Dallagnol (NOVO): Ex-procurador da República, Dallagnol ganhou notoriedade nacional ao coordenar a força-tarefa da Operação Lava-Jato entre 2014 e 2020. Em 2022, chegou a se eleger como o deputado federal mais votado do Paraná, mas teve o mandato cassado posteriormente. Sua chapa ao Senado traz como primeiro suplente o Professor Picler (PL) e como segundo suplente Markenson Marques dos Santos (Novo).
Situação Jurídica Sub Judice e Próximos Passos
Embora os votos tenham sido integralmente computados e o resultado divulgado, a validação definitiva da segunda vaga do estado ainda depende de uma palavra final do Judiciário.
A candidatura de Deltan Dallagnol foi alvo de contestações baseadas na Lei da Ficha Limpa devido ao seu desligamento do Ministério Público Federal enquanto respondia a procedimentos disciplinares. Pouco antes do pleito, o ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques havia indeferido o registro, mas uma decisão liminar do presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, reautorizou a validade e o processamento dos votos dados à chapa no dia da eleição.
O mérito do recurso agora será julgado de forma colegiada pelo plenário do TSE. De acordo com as regras da Justiça Eleitoral, caso a corte confirme a inelegibilidade do candidato em definitivo, a chapa inteira fica impedida de tomar posse e o estado do Paraná poderá ter que convocar uma nova eleição suplementar para preencher a vaga no Senado.